domingo, outubro 28, 2007

um asilo... espetam-se, para sentir... (a dormência...)... num curto passeio encontram uma placa, a néon aZulado: "não é por aqui..." hospitalidade duvidosa... rendas escondem inocência... desfasamentos, imperfeições, um futuro caos saído da perfeição infantil (demente)... por agora dormem num pinhal, à sombra da figueira... o cheiro adocicado de figos PoDres... (trovoadas cinza, ar pesado, os primeiros ventos)... a inocência... ... a ribeira mais abaixo... a espera...

sexta-feira, outubro 26, 2007

audiência

imagem: meiobit

… é com um arame que se inflige um corte (tosco) braço abaixo (longe das veias)… magro, pálido duro… um rasgão pouco profundo acorda-o (ao braço)… a preto e branco (o sangue repugna)… pelas partes lisas, até à linha onde a penugem arranca (decidida)… por aí nada de cortes… queimaduras com beatas (acesas)… cheiro a porco (a matança, mato)… queima unhas dos pés, arrancadas com méTODO… incenso orgânico… um carreiro de formigas, atentas, curiosas, inoCENTES…

… da audiência percebe-se a respiração… pesada, na peNUMBRA… insatisfeita, já batida nestas coisas… inCITAM… corta mais fundo… corta no pescoço… INSATISFEITA… aguardam sexo… querem mais…

PROjecções de canibalismo manhoso a camuflar corpos… sexo RETRO, setentas, ou perto disso… mudo… empalamentos mal disfarçados (o orçamento parece não dar para mais)... espancamentos a caMUFLAR corpos… sexo ainda mais retro… com bigodes e ancas largas… duas mulheres jogam ténis… uma audiência já gasta observa… uma audiência presa à IMAGEM, acompanha movimentos pouco treinados… deixa lá isso… na sala ao lado um grupo de SETE homens (já gastos) observam um peep show de FADAS… lésbicas pouco convictas (o orçamento não dá para mais...)… a humilhação não conVENCE… o agente é ele próprio uma imagem… masturbatória…

… a banda sonora é minimal… repetitiva…

flash



um flash, palpável, quase (inodoro)… azul, tendencialmente e quase sempre (neste dia, o inverno ainda não caiu por aí… pelo menos este ano)… quase aquático, menos fluido que a água do mar… a barreira apenas se percebe pela manhã (a porta, o sol pelos olhos, imagens difusas, sono, resquícios soltos de noites mal dormidas, as primeiras melodias mentais… azul invernal, frio…)… um mergulho desde o 3º andar (tecnicamente são 4)… de novo deep blue, a bola de ar que se forma nos ouvidos (orelhas)… sons desfocados… à espera de um produtor e das imagens… e do primeiro cigarro da manhã…

domingo, outubro 21, 2007

dow n load s


agora já dá para fazer download s, aqui

antes não... agora sim... contrários...

a celebrar a entrada dos frios e coisas húmidas... asma... uma série de variações sobre a respiração e noites mal dormidas... sobrepostas... uns quantos putos nãosesabedonde correm, transpiram húmidos... chocam de olhos abertos e boa visibilidade... pisam dentes de leite, projectos... o ar pesado, húmido, denso... perceptível nas caras e narizes (frios)... erva verde e amarela, de ranho... tudo à beira rio, quartzitos já bem rolados... velhos, perfeitos... vapores de chá de gengibre, insuficiente... e escadinhas... respirações pesadas... pele salgada a gosto, pelo desejo ácido, vale tudo... um regressar contemplativo... um albatroz entesoado... sexo, em banda desenhada... imagens... e uma baleia comum... sperm whale...

terça-feira, outubro 16, 2007

imagens com música

imagem:godard

a ideia é mais ou menos simples, nada original. imagem com uma outra paisagem. sonora. melodias minimais (mesmo minimais) alimentam-se (e alimentam) um suporte visual (igualmente minimal). loops. ou não. imagens (vídeo, fotografia). imagem pela imagem, o conteúdo acaba por interessar muito pouco. uma abordagem emocional, sem que os dois suportes tenham de fazer sentido em conjunto. sem mensagem. há um impacto essencialmente emotivo numa imagem ou numa melodia. o minimalismo mútuo compensa as duas (torna o conjunto mais interessante que cada uma de forma isolada, mas as duas, de forma isolada, são autónomas, respiram por si só). o efeito é uma bofetada emocional (repito-me). ou um sopro num campo de margaridas.

alguém?

domingo, outubro 14, 2007

to walk away, in silence


pelo fim da tarde uma varanda e silêncio... umas quantas teclas (muitas) e botões... um baixo, ainda seduzido pelo fundo do mar e ficção científica retro... e sons que ressoam, vão ritmando a coisa... os objectos ressoam de facto... e tudo o resto... plácidos sábados... a leveza... não são reencontros... não são as mesmas histórias de sempre... não há bateria, sequer... ultimamente desaparecida (é difícil de carregar)... qualquer coisa do tipo os três porquinhos, versão urbana caseira... e uma imagem já batida... um de mochila carregada, cabeça cada vez maior (ideias), assobia transmission (mas não dança)... venda... não vê as placas que indicam o caminho... (h)esita no cruzamento... um passo para a garagem hermética... ou para as mesmas histórias de sempre... outro ainda... calor húmido piso líquido, pegajoso... difícil caminhar depois da paragem, racional... dogmas musicais, parece...
"caminha em silêncio, vira em silêncio, afasta-se em silêncio", neste caso em inglês, no original...



a terceira tabuleta é a das parcerias improváveis... apetece-me musical instalações, exposições, projecções... e afins...

quarta-feira, outubro 10, 2007

e agora... algo completamente diferente...

N'Gapas (ouvir aqui)

Ritchaz e Kéke (ouvir aqui)

terça-feira, outubro 02, 2007

leu-se, n'A Trompa

Andando por aí, à descoberta, parando em coisas soltas......parei em Frei Fado D'el Rei - alertado, e em "Redondo Vocábulo", tema do excelente "Senhor Poeta" (Bartilotti, Ovação, 2007), disponível desde há dias no MySpace do grupo. Lindo. Depois, numa de jazz fusão, os Zuul Nation também disponibilizaram um novo som; chama-se "Slick Flick" e também está no MySpace. À frente, ficámos também a saber que os setubalenses Banshee And Something Else We Can't Remember disponibilizaram o single do seu recente álbum, "This Place Is a Zoo"; o single é exactamente o tema que dá nome ao disco. Pelo meio, um salto às experiências sonoras e minimalistas de a naked lunch; depois da demo "para d.", agora é "love song". Outra boa nova está relacionada com os dR.estranhoamor; a banda de Almada pôs a rolar no seu MySpace o excelente "Arte de Dar". Boa. Agora pelo metal, os Heavenwood também têm mais som online; chama-se "Take my Hand". Continuando numa onda mais agreste, chegamos aos Eternal Bond. A banda lisboeta disponibilizou mais um som do seu novo álbum "Convictions"; chama-se "Bring us Down" - ft. Ché. Para terminar, duas coisas algo diferentes: no MySpace da Footmovin' é possível ouvir o rap de "Verbalizo" de Sanryse; no de Margarida Guerreiro, há uma versão ao vivo para o tema "Ausente".Coisas soltas...apenas.

sexta-feira, setembro 28, 2007

love song...

encosta os dois joelhos ao braço dormente. sente a coisa fluir através do corpo (sobretudo pernas). sem cores nem animais (com asas). o membro sente-o de novo. não adianta muito. uma bofetada de realidade. violenta.

sempre teve aquele buraco ali, no meio do peito. fora mesmo acusado de raquitismo (tretas). é por ali que os dedos da mão (agora acordada) se passeiam. sente as batidas, sempre fortes, ultimamente. tenta em vão que também o peso escoe. talvez com um dreno.




... ouve-se escoar por aqui
love song

solidão, saudade, qq coisa queridos defuntos (mão morta)




diz-se que saudade será uma palavra exclusivamente portuguesa. não sei se cientistas americanos já o provaram. diz-se com orgulho. alguma alegria mesmo. “somos o povo da saudade”. não vou falar de identidade/alma (aborrece-me), salto uns quantos degraus no assunto. (paf).

de facto esta saudade (solidão?) terá sido (é) o motor de umas quantas obras que me são particularmente queridas (aqui e em muitos outros lados). mas foda-se... é assim qualquer coisa de muito pesado. a saudade/solidão são isso mesmo. um peso no peito (já vimos atrás que chega por vezes ao estômago). tristeza. melancolia. angústia (palavra particularmente pesada). daí para a demência tem sido um pulinho. (paf). preferia estar com a tribo do torresmo. o cardume dos peixinhos da horta (não Horta). ou mesmo o rebanho dos alegres. devia de haver uma vacina... não... uns comprimidos...

quinta-feira, setembro 27, 2007

isso e máxines

uma das máquinas mais belas. das de escrever. devidamente lubrificada. não a uso para escrever, não dá muito jeito. também não é minha, sequer... (ainda não a devolvi, desculpa) um sistema fechado, do tipo input/output (aplicável a quase tudo, se se dominarem bem as variáveis e soubermos o que se quer como produto – fácil de perceber numa fábrica de salsichas. mas aplicável noutros contextos. lembras-te daquelas maquinetas de moer carne para croquetes? o sistema é perfeito. substitui qualquer psicólogo ou AFINS). uma tecla, um braço mecânico, um símbolo impresso (estou de novo na máquina de escrever. desculpem as interrupções).

a coisa pode ser entendida como a desconstrução da música (frase verdadeiramente pseudo, sinto-me na obrigação de acrescentar... “ou não”).

exercício: uma máquina de escrever, antiga, emprestada, ainda não devolvida. coloca objectos metálicos (caricas por exemplo) e ovos (N.A. - pequeno objecto musical em forma de ovo, com pequenas esferas metálicas por dentro (claro). faz tssshque tssshque). sobre os braços metálicos (da máquina). escreve aleatoriamente. foca-te no som produzido, deve soar bem. fluido, de novo. capta a coisa. passa o som captado por processador(es) de efeitos (ou afins – se não tiveres esquece lá isso). é o som assim torturado (pequeno apontamento bondage) que te deve chegar aos ouvidos (normalmente irá soar a qualquer coisa aquática). tem de continuar a soar bem.

o texto assim criado é uma imitação da natureza (sem comentários, isto às vezes...)

natureza. (coisa captada de costas (mania), num espelho enferrujado, gasto. não se percebem os dentes. num fundo plano de mar. uma moreia costeira e todos os outros): sdasjforffisjdfiije932jsfd nsadflrfyhkSKASFEJD GNlLANLK Nllkdlkas dljsaaffv aflnsf v
sddasfasdg fdfdgnçklldfdg dvbkknmAllLLsmslk§o3ijjsdngllnSDGKdk dçkjdg~hskjfjjhf~k jLsJDSGFLDGGKGG KFÇSKKA SÇLLKMWOKFMGHÇKGÇÇKKMRÇWSÇÇLL sççlfkmfffkyoj twejrjrjrjkmdfknedfr weftlnnewlff welfnZ,XC ELKRN\PWIERHTJTJGNHW~RF IHSDGNFGLKNFRD

apesar de tudo gosto mais de musicar textos. mas a máquina de escrever é de facto um bom instrumento. de percussão. isso e bloooops.

daqui a um bocado



estou farto de paisagens. aborrecem-me. apetecem-me de novo quatro paredes e uns quantos objectos. e letras que não falam de viagens, de escritores. qualquer coisa sobre peixes de rio. farto de realidade e de surrealismo. o céu não tem de ser nem azul nem amarelo (facto). as lagostas não têm de ser animais alcoólicos, sentadas ao balcão, discursos improváveis (cientistas americanos parecem tê-lo provado). os peixes vêem de facto o mundo com outros olhos, o seu mundo é diferente e os seus olhos (deles) obedecem a outras lógicas (ainda por provar). já abandonei a lógica há muito e não me apetece ser contemplativo. vou ser aluno, beber de um ou outro mestre. imitar qb. desconstrui-los até me soarem bem, a baleias. azul profundo (deep blue), mergulho sem óculos, desfocado. essa realidade é assim mesmo, desfocada, até para os peixes. mas a mim falta-moar. sonoridades subaquáticas. antes isso que pescador. e sons de pássaros. abstracto. vou construir apitos que imitam peixes. e soprar. e pisar o improvável. surpreender-me. entusiasmo auto-suficiente. auto-hipnotismo. criar um estilo.

quarta-feira, setembro 26, 2007

baleias

(NA - pode não parecer mas é uma baleia)


herberto helder e paul auster. solidão ainda. sobre a desconstrução da palavra. até ao estado mais puro. a utopia do silêncio. não vou citar, não me apetece atalhar. de novo um caderno, mas este é meu.

de novo um exercício. um texto impenetrável, de tão denso. daqueles que levam académicos a longas masturbações lógicas. teses. um sorriso no fim. “EU percebi”. esquece lá isso. fluuuuuuuuuuuuuuuush. contemplação.

o texto mantém-se incompreensível mas dispara-te (ou cospe, menos violento, talvez. de uma ou outra maneira, não vomita). umas quantas imagens (dispara ou cospe umas quantas imagens). mentais. não importa não perceber. esquece lá isso.

tenta chegar a umas quantas palavras chave. não importa que erradas. esquece lá isso. a coisa está desconstruída na lista (minimal, se possível).


agarra na lista (agarra, relê, recorta, picota,...). mistura as palavras. desconstrói numa segunda camada. e depois noutras camadas. as que te apetecer. contemplação de novo. não caias na tentação de as organizar. esq...

a lista começa por si só a sugerir paisagens sonoras. toca-as (no sentido musical da coisa). da contemplação à intuição. sem segundas tentativas. o erro aqui não se coloca. es... podes usar as camadas que entenderes necessárias (duas ou três deverão ser suficientes. uma seria o ideal, mas é mais difícil), mas mantém a coisa fluida. fluuuuuuuuuuuush.

podes usar a repetição de forma abusiva. ou não.


a paisagem sonora que criaste é o silêncio do texto inicial. ou não é nada disso mas às vezes ajuda ter um conceito de chegada.

os meus autores soam a baleias melancólicas. não as controlo, cantam prati. mas acho que estou praivirado.

segunda-feira, setembro 24, 2007

passos (coiso...)



o peso chega a ser insuportável... como aquelas dores, não muito fortes... das que moem, permanentes... imperfeitas.


experiência:

coiso escolhe uma ilha. pequena, longe o suficiente. daquelas em que nos apercebemos que estamos ali. marca um quarto, dos antigos, sem grandes distracções. permite-se a alguns livros na bagagem. sabe ler.

(a experiência deve ser conduzida no mais puro estado de lucidez.) – este parêntesis tem a mania. a frase, leva-a num pequeno caderno, dáguarelas.

o peso surge por si só. ainda assim, poderá ser potenciado de forma significativa: recorda-te dos momentos passados com ela. concentra-te no sonho que nunca vais viver. na doença, se for o caso. recorda os que te foram próximos e já morreram. tenta escolher um (o mais pesado), e concentra-te por aí. esta será a segunda frase do caderno, mas só aparece mais tarde. não fosse testemunha pouco interessada, lembrá-lo-ia que outra estratégia poderia passar pelo estímulo de uma fobia (as fobias são uma chatice...)

não procures eventuais distracções locais. tenta não dialogar. podes caminhar.
(frase três. as que se seguem continuam a estar por ordem, no caderno, com uns quantos borrões a negro, pelo meio, sem ordem aparente – há que não arrumar demasiado as coisas, exercício inútil).


frase: não vale a pena estimular o pensamento lógico. não tentes perceber sentidos, afasta-te de espiritualismos. podes ser contemplativo. estimula raciocínios paranóicos (????).


frase: aproveita o estado mental para criar. passados alguns dias estarás capaz de criar ambientes abstractos impenetráveis, com toques de demência aguda. dedica-os aos que te são inacessíveis. (pessoalmente considero isto das dedicatórias uma bela treta... a criação é um acto e um produto – ponto).


frase: não deverá demorar muito tempo até que o peso se torne insuportável, constante. a coisa concentra-se no aparelho respiratório e digestivo (termos técnicos). pensas arrancar tudo com uma colher ferrugenta. um corpo mais leve, um buraco por ali (o coiso fez a bagagem à pressa, esqueceu a colher. tenta sem sucesso envelhecer uma, de aço inoxidável manhoso). – nota: não percebo nada disto.


epílogo
por estas alturas o peso passa a episódios esporádicos. as ideias mais arrumadas. fazes as malas e regressas. solitário na mesma. mais leve. assobias paisagens sonoras que desconheces.

domingo, setembro 23, 2007

da fluidez



o fundo do mar é o efeito de reverb por excelência (deep blue). primeiro soa a nada. silêncio, portanto. engano. passados uns quantos segundos recomeçamos a ouvir. não há ritmo possível. o som é processado (naturalmente) pela fluidez marinha. e o resultado é a fluidez marinha. a tirania da fluidez (marinha). melhor que tocar numa catedral vazia. melhor que tocar numa estação de comboios vazia. o som é violentamente limado (manipulado, torturado, podes escolher o verbo). da violência à calma, fluidez (repito-me). as secções misturam-se, transformando o som. não é possível qualquer exercício lógico. num sistema do tipo 1,2,3,4 o 1 mistura-se com o 2 e, a determinada profundidade, influencia o 3 e o 4. o mesmo com o 2, 3 e 4. nas paisagens abissais, o 1 passa a 3 arraçado (o passado passa a presente, depois da primeira volta. não deixa de ser impressionante. também os seres destas profundidades parecem não fazer sentido). os quatro passam a uma massa (nuvem, parede, vapor,...) fluida. é a morte do ritmo (tirando uns quantos bloooops). o que fica são flutuações mais ou menos intensas desta nuvem, que assume transformações de tonalidade e volume (normalmente soa bem, com alguma facilidade). um pouco como o choco, que vai mudando de cores ao longo do trajecto. como no choco, inspirações de natureza sexual provocam tonalidades mais intensas. acho. (as questões territoriais também, mas essas não me dizem nada. é coisa de ciclídeo). é esse o som que quero fazer. primeiro sozinho, depois a 2 ou 3. apreciar o efeito inesperado das metamorfoses provocadas pelo embate (fluido) das diferentes nuvens assim provocadas. por trás projecções aquáticas que a. acabou por nunca fazer. com chocos. e malanga, de chicote na mão (novo apontamento bondage).

é proibido fumar no quarto



fumo na casa de banho. coiso sentado, escondido (as melgas que me vão lixar a noite, por ali). olhos no (do) espelho. não deixa de ser estranho, observam-me (“passo demasiado tempo sozinho”, pensa, em voz alta. sorri). “estás bem?” “não, nada. sei lá. não me apetece pensar nisso agora. deixa-me.”


não percebo porque dizias que são amarelos. não conheço ninguém de olhos amarelos. só algumas espécies de aves. se fosse pássaro seria ganso patola. com patas azuis.


flash: (imagem) um ninho numa gaiola dourada. um pequeno porco exercita-se numa gaiola. sorri. sua. coiso gosta de porcos. animais sociáveis e inteligentes. quase sempre desvalorizados. saber. algumas espécies de animais acasalam para a vida. não me lembro quais. aves acho. talvez das que não migram. daquelas de ninhos engenhosos.

flash: “ficaste na mó de cima”... a expressão é injusta para a mó de baixo. as duas complementam-se. encaixam na imperfeição, é assim que são mós. c. (abreviatura de coiso) gosta de imperfeições. (dentes imperfeitos, encavalitados, rebeldes mas funcionais).

imagem do tipo de olhos amarelos. descalço sobre um telhado de vidro.
imagina o céu a entrar-te (te, outro tipo) pelo quarto abaixo (o céu fica quase sempre por cima) enquanto bates uma pívia solitária. constelações de esperma morto piscam o olho à ursa menor. o alivio é breve. mas isso há-de ser passado...

noutro plano, o dos olhos amarelos continua a imaginar-te (nova quase personagem, fêmea). deitada. uma colcha aos quadrados (indecifráveis). cola-se. o encaixe é imperfeito (mas funcional). adormece, com facilidade.

quarta-feira, setembro 05, 2007

.

... quero dormir com um vapor lilás imenso e transparente e entorpecer-me a memória. al berto

sexta-feira, agosto 31, 2007

para d.




"plano, imóvel (nat. morta)... uma pedra com um peso em cima"




... tema novo... demo instrumental... à espera da voz de hugo barreiros... a ouvir aqui

2 planos




quinta-feira, agosto 30, 2007

pérolas - Telectu



... pensei criar um novo bloco, qq parecida com um top+ das coisas que vou ouvindo por aí...

os Telectu não se enquadram bem na coisa: não são desconhecidos e, desde os inícios dos anos 80 assumem-se como um dos projectos musicais de referência dentro desta área... virtuosos, inventivos e geniais... vitor rua e jorge lima barreto... texturas musicais com melodias improváveis (mas fortes)... cruzam a sua música com outras formas de expressão (vídeo, instalações,...)...

a ouvir, por aqui