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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

no dia em que o Rock chegou à Mouraria...



a primeira audição do vinil...

mais um site sobre burroughs...

ali no cantinho da direita, em Théophile Aries... tem pinta, recomenda-se... abraço théophile!
VampiresIl existe plusieurs variétés de vampires. Les vieux vamps du genre « tombeau et cape » ont vu le jour avec Lugosi. Aujourd’hui les vampires se sont réunis et ont engagé un homme compétent chargé des RP pour améliorer leur image publique. Un type du nom de Winston a mis en avant le concept enceint du vampirisme bienveillant : « l’interdépendance illuminée » est l’expression qu’il utilise. Prenez en un peu, laissez en un peu. Cependant, selon la logistique inexorable des procédures vampiriques, ils en prennent toujours plus qu’ils n’en laissent. C’est ça les vampires. Et il y a les vampires inverses qui distribuent de l’énergie comme des engrais pour un meilleur rendement à long terme. En haut de la hiérarchie, on trouve ceux que l’on pourrait appeler les vampires astronomiques, qui approchent la condition de trous noirs, ils sucent tout et ne laissent rien s’échapper.

sobre o "guts", na rascunho.net...


Dizer que é visceral é escrever o óbvio. Este EP de estreia dos New Connection extravasa – e muito – os caminhos adolescentes da Pop, a suave honestidade das canções de cabeceira, as políticas de natalidade, o embaraço da dança e da performance, a teimosia geográfica das latitudes da música, a escrita desenvolta no papel branco. É este a fatia que foge ao bolo, cereja em riste, auto-estrada das sensações fora. Mas se a rebeldia é um acto capital, de vitória, pode ser ainda perigoso e inglório.


Há muito que o amplexo deixou de ser o do Trip Hop inicial, lá das terras de 2004. As veias incharam às distintas gastronomias melómanas e o enfarte compassivo das composições empacota hoje os seus ouvintes numa claustrofobia radiante. A mistura – quase desenfreada – do New Wave com o Avant-Garde, do Noise com a dissimulada Electrónica, numa panela instrumental é uma carícia que, se não for tratada com o devido cuidado, crema e afugenta.


Guts é um disco demasiado orgânico para quem não estiver preparado, ou uma peça sublime para os que usam a nuvem por cabeça e a noite por coração. É uma obra ambígua, pois claro. Mas é de sumo interesse enquanto casa intermédia para um casamento absoluto e decisivo da vontade dos músicos – e isto deve chegar no próximo registo. Têm eles a oportunidade – criada pelos próprios, é certo – de arrebatar de vez e impulsionar uma pujante massa de seguidores, tornando-se numa das mais queridas bandas do underground português, ou, no mesmo tiro, deixar cair tudo por terra e somarem-se ao lote das desilusões. O passeio é curto.Se, logo de entrada, Glories & Jewels é praia para alguma admiração, ou estupefacção e estranheza até, é o refrão de Lollypop que nos traz à memória a imagem de uma qualquer Diamanda Galás ainda de fraldas na voz de Sandra. A cabeça assente, diz que sim senhora, com um esgar de espanto e aceitação, que se entroncará nas melodias de Little Tommy, na eloquência quase macabra de Liar, Creeper e no sonho dilacerado de Sex in Town. Para o fim fica a mais capaz composição: Gold im Mund.


Os New Connection são hoje um quinteto, composto por Sandra (voz e teclas), Gonçalo Leitão (guitarra), Torré (guitarra e saxofone), Pedro Antunes (baixo) e Cali (bateria). As raízes estão em Lisboa e o carimbo nesta estreia é da Mouraria Records. Pedro Alçada (Coty Cream) foi o responsável pela produção do trabalho.

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