sexta-feira, dezembro 21, 2007

mensagem de natal (II)


domingo, dezembro 16, 2007

trilho dormente

... o carreiro segue para sul... são para aí umas trintas (formigas, das mais pequenas, pretas)... seguem ocultas por um trilho de lã (preta)... adiante a linha do horizonte clareia o cenário: cinza, claro, nevoeiro (vapores quentes) e montanhas de louça, que só as mais fortes conseguem trepar... a da frente, a mais nova, "alucina" chega à fronteira... sente um cheiro forte, detergente, de ontem... salta para o terreno onde, agora, é visível... inspira, forte... as outras saltam agora, a medo... uma inspiração colectiva... sentem o corpo adormecer, a calma invade-as... repetem o trilho todos os domingos de manhã...

sábado, dezembro 15, 2007

waiting for the...


da floresta azul a rebuscar qq coisa nos bolsos, observada... distraída... "maldita época, e este frio..." pisou um tufo de cogumelos "nunca mais chego lá a cima... raio de ideia" tira o isqueiro (do bolso) fuma, observada... o trilho é húmido, pegajoso... sua, apesar do frio... sente (o frio) na cara, nos lábios (secos), (o suor) no peito... "apetece-me agarrar uma caneca de café, quente" por aqui não terá sorte, para compensar esfrega as mãos... "e esta vontade de mijar... aguenta... tenho o rabo gelado... não sinto os pés"... depois da curva, é já ali... entretanto começa a chover... desliga a televisão e vai para casa...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

mensagem de natal

terça-feira, dezembro 11, 2007

domingo, dezembro 09, 2007

The Last Words of Hassan Sabbah (só algumas...), William Burroughs

boomp3.com

1. Oiga amigos ! Oiga amigos ! Paco ! Enrique ! 2. Listen to the last words of Hassan Sabbah, 3. The Old man of the Mountain ! 4. Listen to my last words, anywhere ! 5. Listen all you boards, governments, syndicates, nations of the world, 6. And you, powers behind what filth deals consummated in what lavatory, 7. To take what is not yours , 8. To sell out your sons forever ! To sell out the ground from unborn feet for ever ? 9. Listen to my last words any world ! Listen if you value the bodies for which you would sell all souls forever! 10. What am I doing over here with the workers, the gooks, the apes, the dogs, the errand boys, the human animals ? 11 . Why don't I come over with the board, and drink coca-cola and make it ? 12. "For God's sake, do not let that Coca-Cola thing out !" 13. Thing is right, Mr Whoever is responsible for that who done it ! 14. Explain how the blood, and bones, and brains of a hundred million more or less gooks went down the drain in green piss ! 15. So you on the boards could use bodies, and minds, and souls that were not yours, are not yours, and never will be yours.

naked lunch



Exterminate all rational thought...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

white light


terça-feira, dezembro 04, 2007

enquanto dorme


enquanto dorme faz-se silêncio por aí... as hélices que passam respeitam o sono... enquanto não acorda... melodias adormecidas por falta de café... embaladas por portadas, ainda fechadas... por sonhos que não recordo...

boomp3.com

segunda-feira, dezembro 03, 2007

cinza


imagem: enquanto espera, uma caminhada em solo vulcânico... cinza... gosta da textura, confortável... o som dos pés a enterrar... esfrega os pés no chão... raspa com força... escreve o nome... inspira ar húmido... vem aí chuva... no alto do vulcão duas gaivotas tocam piano...

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domingo, dezembro 02, 2007

ki ta manda

...novos temas por aqui... //photo/rasputine/final feliz (um regresso)//... estão agora 3 paisagens para download...

sábado, dezembro 01, 2007

no good... no bueno (velhote de chapéu)... oldguywithahat


... ou coisas que acabam em ão...

... o velhote não é práquichamado, hoje... há alturas em que o agora é imperioso... ou as chamadas lamechices (tretas)... ou não (acaba em ão)...

... bíblico ou não (acaba em ão)... lost control... recordação (acaba em ão)... no good, no bueno... no god, no good (não é bíblico, começa em ão, mas não é bem assim...)... tears in(os) olhos... gritos... a banda sonora passou por aqui há algum tempo... mas faz-se outra invocaçÃO... wild boys, nova express...

altura para uma citaçÃO... "AND BURY THE BREAD DEEP IN A STY"... enterra-o bem... o pão (acaba em ão)...

quinta-feira, novembro 22, 2007

phot o

foto: d.
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qualquer coisa que anda por ali... no plural... coisas... sente-se... arrepios pela pele (momentos únicos esses)...

sem ordem, pelo menos aparente...

a luz, qb (escurinho, portanto)... uns quantos rastejantes... outros, dos chamados fofinhos (fazem ruídos, dos chamados queridos)... correm aleatoriamente... às vezes chocam, sem violência, o momento é calmo... a batida é calma (pouco batida)...


escapam-se, embalados por um (ou dois) piano.... nos... falso... os...

fica o ar... não está... mas sente-se...

terça-feira, novembro 20, 2007

perspectiva


uma questão de genética... as pálpebras não abriam mais que 20 graus... dava-lhe um ar aparentemente antipático... (estranho que não a catalogassem de outra coisa... enigmática... sensual...)... de qualquer maneira a simpatia parece ser uma capacidade sobrevalorizada... mas adiante...

a infância foi tramada... habituou-se a inclinar a cabeça para trás, para ver de frente... chamavam-lhe puta convencida... tentou fita cola (azul)... chamavam-lhe puta (ainda assim, um avanço)... puta genética...

...até que um tipo mais velho, de chapéu, lhe disse "esquece lá isso, é tudo uma questão de perspectiva... arranja um capacete"...


pelo natal sobe aos telhados da baixa (pombalina) para olhar de frente para as iluminações, abaixo... rios de cores... abaixo...

habituou-se a admirar insectos e a surpreender-se com carreiros de formigas... invocações melódicas, paisagens sonoras imaginárias...

doutorou-se em geografia das mijadelas caninas...

domingo, novembro 18, 2007

andy



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... qualquer coisa como uma marcha, daquelas que acompanham caixões... a cena (curta, cerca de dois minutos) mostra um funeral... da perspectiva de uma (ou várias) formiga(s) (de novo)... uma série de pés (calçados, aos pares) vão entrando e saindo... o terreno enlameado e umas quantas poças... é domingo, de novo...

quinta-feira, novembro 15, 2007

sem título




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alguém a subir as escadas, surpreende-se por um carreiro de formigas... a cena dura dois minutos

segunda-feira, novembro 12, 2007

cigarrinho... café...




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... uma série de referências a cigarrinhos, no final do dia... café e um cigarro... pequenos prazeres... há dias, de pulmões mais limpos, em que o primeiro da manhã invade, com uma ligeira (ou menos ligeira) dormência e calma... o acordar com o primeiro café... as primeiras ideias... pena não ficar por aí (hábito manhoso, a largar)....

... daí a chegar a casa com vontade de tocar (finalmente...)... o dia passou... aconchego... apeteceu-me fazer qq coisa a soar a café e cigarros... ou a pequenos prazeres em geral, dos mais simples...

...acabou por soar a Telectu... por mero acaso... acaba por depender mais da forma como se conjugam ou pedais que por influência... ultimamente sai, apenas... não me apetece pensar na coisa...

... não tem nada a ver com cigarros... acaba por ser um pequeno prazer...

... simples, automático.... como a escrita, que hoje não sai... e o pedra no charco, longe daqui... saudades pá...

...um loop, mais ou menos...

domingo, novembro 11, 2007

fado para moebius




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paisagens automáticas... um fado para uma garagem hermética (imagens de perseguição, a pé)

domingo



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... sentado e descalço... uma caminhada, antes, por ali perto... agora a música acompanha a bebida... forte (adjectivo)...


...um par de siameses... rapaz e rapariga... louros... observam os cartazes pelas paredes, à meia luz... desejo reprimido pela impossibilidade... desmaiam em diálogos gastos... uma prostituta asiática imagina como seria.
..

... um velho de chapéu entra... enche a sala, silencioso... o puto ao lado parece batido nestas coisas... a cena repete-se quatro ou cinco vezes... parece haver uma mudança de cores a cada uma delas... senta-se, procura a nota no bolso esquerdo das calças (preciosismo)... agora espera... ansioso... o puto pede capilé...


... os so
ns do aquário enchem aquele canto... carpas japonesas e um outro que não conheço... tatuado: “... quando, daqui a umas horas, a manhã vier branca e fria, saberei eu andar? lembrar-me-ei de como se põe um pé à frente do outro? sem cair...” o poeta costumeiro... é por medo que caminho descalço... forço-me a sentir o real... e poupo uns trocos...

domingo, novembro 04, 2007

quem és tu zé gato?

I like too many things and get all confused and hung-up running from one falling star to another till I drop. This is the night, what it does to you. I had nothing to offer anybody except my own confusion. jack k.
... um big big blog avisou... o "on the road" fez por estes dias 50 anos... datas, tempo (muito)... se é actual ou não, não importa... sobre o livro... a viagem pela viagem... liberdade... tudo isso... mas lembro-me sobretudo de uma invocação... um tipo a tocar... repetitivo (talvez, minimal penso que não, não assisti ao concerto, ainda não tinha nascido por esses dias)... concentração, focado, supera-se... som e músico (ressoador?)... fundem-se... um estado de hipnotismo (auto)... o resultado parece ter impressionado o autor... improviso... automático... mental... sublime... criação criação criação... lições...